Previsão diz respeito aos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste, que são responsáveis por cerca de 70% de toda a energia produzida no país.

 

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê que os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste chegarão ao fim de novembro com 18,7% da sua capacidade de armazenamento. O dado consta no boletim do Programa Mensal de Operação (PMO), que traz as previsões do ONS para o mês de novembro.

Os reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste detem maior atenção pois são responsáveis por cerca de 70% de toda a energia produzida no país. O percentual esperado para novembro é melhor do que o estimado no auge da crise energética. Em junho, o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, disse que esses reservatórios deveriam chegar a novembro com 10,3% da capacidade, o que seria o pior nível em 20 anos.

“Com as ações que propomos e estamos realizando, a gente consegue chegar em 10,3% [de armazenamento], que ainda é um nível preocupante, mas que nós não teremos nenhum problema de energia ou de potência ao final de novembro de 2021”, afirmou Ciocchi em audiência pública na Câmara dos Deputados em junho.

 Atualmente, os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste estão com 18% da sua capacidade de armazenamento. A previsão do operador do sistema é de que esse valor aumente até o fim de novembro, atingindo os 18,7% esperados.

 Em novembro, tradicionalmente, começa o período chuvoso no país. A previsão é que a afluência (quantidade de água que chega às usinas hidrelétricas) em novembro ficará acima da média histórica para o Sudeste e Norte.

“Com a previsão de aumento das precipitações, a região deve ter uma leve recuperação, com o nível dos reservatórios fechando o mês em 18,7% da sua capacidade, ante os atuais 18%”, diz o ONS em nota.

As medidas adotadas para preservar água nos reservatórios das hidrelétricas também contribuíram para a melhora dos reservatórios, diz o ONS. Entre as medidas que estão sendo adotadas, estão o acionamento das usinas termelétricas (mais caras e poluentes) e o aumento da importação de energia da Argentina e do Uruguai.

Informações G1