A variante do Covid-19 que chegou a Manaus no inicio do ano de 2021 causando superlotação dos leitos de UTI, transtorno no sistema de saúde, de alta letalidade e índice de contágio mais rápido chega a Pernambuco neste início de maio causando nova onda de infecção com recorde em 24 horas superior a (3.000) casos notificados.
 Em declaração, o secretário de Saúde de Pernambuco André longo já afirmou que maio será o mês mais difícil para o Estado de Pernambuco devido a nova onda de transmissão do vírus.

Em entrevista coletiva concedida na quinta-feira (6), o secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou que sua pasta recebeu um relatório de vigilância genômica do novo coronavírus com dados de fevereiro, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que mostra a predominância da variante P1 do vírus, originada em Manaus (AM), no estado.

De acordo com longo, a imensa maioria das amostras coletadas pela Fiocruz em fevereiro para análise, em diversas cidades do estado, mostrou infecções pela nova cepa. “Na análise de 17 amostras que foram analisadas especificamente no mês de fevereiro, 13 eram P1 e quatro eram de P2. Essas amostras eram de pessoas residentes nos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão, Serrita, Carpina e Vicência”, disse o secretário.

Longo alegou ainda que a secretaria de saúde aguarda por dados mais recentes, já solicitados à fundação que realiza as análises genômicas. Questionado se o estudo revelou a possibilidade do estado estar lidando com mais uma variante ainda mais nova e transmissível que a P1, ele afirmou que não.
“A gente não acredita que haja uma nova variante, a gente acredita que o que a gente está vivendo hoje é efeito dessa variante, a P1, que a gente já tinha detectado em amostras de janeiro e agora vê que ela já era predominante em fevereiro, quase 80% das amostras predominando a P1”, explicou o secretário.
Informações: Diário de Pernambuco