Todas as amostras coletadas em abril que passaram por sequenciamento foram dessa cepa

O resultado do lote mais recente de amostras positivas para a Covid-19 que passaram por sequenciamento genético em Pernambuco apontou que a variante P.1, detectada inicialmente no Amazonas, se tornou a linhagem predominante no Estado atualmente.

As análises, feitas pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE) e pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA/UFPE), a pedido da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), indicaram, ainda, que não há circulação, no momento, da cepa B.1.617, relatada inicialmente na Índia.

Havia a suspeita de que essa cepa descoberta mais recentemente estivesse relacionada ao aumento acelerado dos casos de infecção no Agreste, região mais afetada do Estado no momento.

Uma nova rodada de sequenciamentos, com casos exclusivamente do Agreste, será realizada, para que seja possível continuar analisando o perfil epidemiológico da doença na região, que vive forte aceleração da pandemia. Os resultados devem sair nos próximos dias.

“A variante P.1, relatada primeiramente no estado do Amazonas, é uma cepa de grande preocupação. A predominância dessa variante no sequenciamento das amostras de pacientes que vivem no Agreste pernambucano pode apontar para uma das causas da aceleração da doença na região nas últimas semanas, associada ao comportamento da população. Os estudos mostram que precisamos ficar atentos e continuar com a vigilância ativa nos próximos dias”, pontua o titular da SES-PE, André Longo.

“Nós sabemos da importância da Vigilância Genômica da Covid-19 para frear o avanço do vírus e traçar um panorama epidemiológico da doença no Estado. O sequenciamento dessas amostras é essencial para entendermos como está a circulação das diversas cepas do novo coronavírus em Pernambuco, principalmente no Agreste, que vive um momento delicado. Dessa forma, conseguiremos pensar em novas estratégias de combate à pandemia. É importante ressaltar, no entanto, que a vigilância em relação às variantes deve ser reforçada principalmente pelo governo federal, responsável pela fiscalização de portos e aeroportos, principais portas de entrada das variantes”, ressaltou o secretário.