Nas últimas duas semanas, o número de solicitações de UTI subiram 44% nos municípios da 2ª Macrorregião de Saúde, que engloba a maior parte do Agreste. Os índices de casos e solicitações de UTI são os primeiros a demonstrar oscilação quando há aceleração da doença.

O aumento dos casos de Covid-19 na região do agreste tem sido recorrente e preocupante. A nova onda de infecção tem atingido os municípios, Bezerros teve cotação de lotação dos leitos de UTI em 100%. Com o aumento da disseminação do Covid-19, os pedidos da região agreste para implantação de leitos de UTI tiveram aumento de 44%.

“A aceleração da doença na 2ª Macrorregião tem nos preocupado. Casos e solicitações de leitos de UTI têm aumentado em um movimento diferente do restante do Estado. Conversamos com os prefeitos para deixá-los a par da situação e informar que o Gabinete de Enfrentamento está avaliando as medidas a serem tomadas, inclusive com a possibilidade de novas restrições”, detalhou Paulo Câmara na reunião da última sexta-feira (14/05), da qual participaram cerca de 90 gestores, entre prefeitos e secretários municipais de saúde.

Os índices de casos e solicitações de UTI são os primeiros a demonstrar oscilação quando há aceleração da doença. Uma sequência de semanas de aumento só pode ser interrompida com um conjunto de ações. “Casos e demandas de UTI aparecem antes do aumento de óbitos. Estamos totalmente focados no detalhamento dos dados da 2ª Macro, para definir como vamos interromper essa nova aceleração”, pontuou o secretário de saúde de Pernambuco André Longo.
André Longo frisou ainda que ações com efeitos a curto prazo são necessárias neste momento. “Um incremento da vacinação é o que todos queremos para o Estado inteiro, mas isso só traria efeitos mais de um mês adiante, porque os efeitos da imunização só são sentidos 15 dias depois de as pessoas tomarem a segunda dose da vacina. Estamos considerando ações mais imediatas”, concluiu o secretário.
Redação PH Bezerros
Informações: Diário de Pernambuco