Sem limpeza há vários meses, o Rio Ipojuca no perímetro bezerrense apresenta grande quantidade de lixo e principalmente o crescimento da planta baronesa que implica na proliferação da grande quantidade de muriçocas no município. Seja dentro ou fora das casas, próximas ou não ao Rio Ipojuca, o surgimento dos insetos tem haver com as plantas aquáticas, chamadas de baronesa. Como explica o professor e biólogo Alexandre Henrique 

 

“A baronesa, em cima do rio, cria um ambiente favorável à multiplicação das muriçocas. Com a água parada, vem a fêmea, que coloca uma média de 200 a 300 ovos de uma só vez. Ali, quando ela deposita os ovos, as folhas da baronesa servem como uma proteção. E, além disso, serve de estrutura para, quando pousar, a muriçoca colocar seus ovos”, detalhou o biólogo.“Como fica escuro, por causa das folhas [da baronesa], contribui [para a proliferação]. E a muriçoca é sensível à luz. Os ovos vão passar por várias fases até chegar à fase adulta. Geralmente leva 12 dias. Com as altas temperaturas, em sete dias passa de ovo pra fase adulta”.

Outros fatores também influenciam para o aumento no número de muriçocas. A água do Rio Ipojuca, como é esgoto, é rica em material orgânico, que serve de nutrientes, de alimentação para a larva. “E como a baronesa cria uma espécie de tapete, não deixa a luz atingir a água. Ou seja, a água não oxigena. Então, não aparece um peixe ou um sapo, que são predadores naturais da larva da muriçoca. É um conjunto de fatores que contribui”, destacou.

Veja fotos do Rio Ipojuca em Bezerros: