De acordo com o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, atualmente não existe segurança sanitária para realização de festas e aglomerações como réveillon e Carnaval no Estado devido ao atraso da vacinação de mais de 590 mil pessoas com a segunda dose contra a Covid-19.

“Hoje não há segurança sanitária para grandes eventos que gerem aglomeração”, afirmou o secretário de Saúde André Longo, ao ser questionado sobre a realização desses eventos.

 Em entrevista coletiva realizada nesta quinta (18), o secretário também disse que a atual preocupação é com o a sazonalidade das viroses respiratórias, que no verão tem sua maior alta. “Hoje nossa preocupação não é com o carnaval, é com a sazonalidade. Para não termos que, mais uma vez, se submeter a ter que regredir o plano de convivência e suspender atividades, só há um caminho, que é a vacinação massiva da população antes da chegada da sazonalidade”, destacou o secretário.

 O secretário disse que o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 discute semanalmente os cenários para avaliar se será possível autorizar as festas e fez um apelo para as pessoas que não estão com o esquema vacinal contra a Covid-19 atualizado.

Para tentar reverter o quadro, em sua fala, o secretário enfatizou que todos os municípios do estado devem se comprometer a participar, entre 20 e 26 de novembro, de uma campanha de megavacinação que deverá ser anunciada pelo Ministério da Saúde.

“Precisamos chegar em fevereiro com as melhores condições sanitárias possíveis e, para isso, a gente precisa de mais de 90% de cobertura vacinal com segunda dose e de pelo menos 2 milhões de pessoas com mais de 55 anos com dose de reforço tomada, além dos trabalhadores da saúde, para uma possível terceira onda”, alertou André Longo.

Sequenciamento genético

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou nesta quinta um novo sequenciamento genético que aponta a continuidade e prevalência da variante delta da Covid-19 superior a 90% no estado. O Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE) analisou 126 amostras de pacientes positivos para a Covid-19 e 124 (98,5%) apresentavam a linhagem e sublinhagens da variante delta.

Redação PH Bezerros com informações do G1 Pernambuco

Foto reprodução: Heudes Regis/Arquivo/SEI