Perspectivas de uma retomada forte no comércio apenas no segundo semestre, com o avanço no programa de vacinação contra a Covid-19. A projeção para o ano é uma alta de 3% do PIB.

 

A alavancada no comércio se dará a partir da garantia da vacina para população, sendo o meio mais eficiente de conter o avanço da disseminação do vírus e garantir a segurança da população economicamente ativa, idosos e grupos prioritários.

A população aguarda pela chegada de mais doses de vacinas contra o Covid-19 e ações mais efetivas por parte do poder público que garantam a convivência e funcionamento do comércio.

A economia brasileira sofreu menos com o recrudescimento da pandemia neste início de 2021, em relação ao impacto verificado em março e abril do ano passado. Indicadores de atividade deste ano mostram que a queda da atividade em março ficou abaixo do esperado e foi seguida por recuperação em abril e início de maio.

Ainda assim, os números estão praticamente no mesmo patamar do final do ano passado, e as perspectivas são de uma retomada forte apenas no segundo semestre, com o avanço no programa de vacinação contra a Covid-19. A divulgação dos dados de março da indústria e do comércio, na semana passada, contribuiu para que vários economistas revisassem para cima as projeções de crescimento neste ano.

Além disso, o país está se beneficiando do forte ritmo de crescimento das duas maiores economias mundiais –Estados Unidos e China– e de um cenário externo que conta ainda com valorização de moedas emergentes e alta no preço de commodities agrícolas e minerais. Isso já se reflete, por exemplo, no dólar.

Três fatores que ajudaram a garantir o resultado positivo nos três primeiros meses do ano: a elevada taxa de poupança acumulada no ano passado, a reposição de estoques na indústria e a retomada da economia global. “Você tem um impacto econômico da segunda onda do vírus muito menor do que na primeira. Não só no Brasil mas no mundo inteiro. Dessa vez, o fechamento foi mais seletivo, não fechou a economia inteira”, afirma economista Luka. A projeção para o ano é uma alta de 3% do PIB.

 

Redação PH Bezerros

Informações: Folha de Pernambuco