A UICN estudou 138.374 espécies, das quais 38.543 se classificam sob ameaça

Foto: Getty Images/Reprodução/Divulgação (WWF)

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) alertou, em sua Lista Vermelha, que 28% das espécies classificadas pela organização estão “ameaçadas” de extinção. A UICN estudou 138.374 espécies, das quais 38.543 se classificam sob ameaça, informa o comunicado desta agência, divulgado durante o Congresso Mundial da Natureza, em Marselha (França).

A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) tem mais de 134 mil espécies identificadas, das quais mais de 37.400 estão em perigo de extinção, e constitui um dos principais indicadores da piora da saúde do planeta.

Desde sua primeira publicação, em 1964, a Lista classifica cada espécie em estudo em nove categorias.

As menos preocupantes são: “não avaliado”, “dados insuficientes” e “menos preocupante”.

Aqui, estão três categorias de espécies ameaçadas: “vulneráveis”, “em perigo” e “em perigo crítico”.

Finalmente, existem as espécies “extintas na natureza”, ou simplesmente “extintas”.

A classificação em uma das três categorias de ameaça de extinção é realizada de acordo com cinco critérios baseados em diferentes fatores associados ao risco: tamanho da população, taxa de declínio, área de distribuição geográfica, grau de população e fragmentação da distribuição.

Segundo alguns especialistas, esses critérios não são muito flexíveis, quando se trata de avaliar o status de uma espécie específica. Cada espécie, ou subespécie, é estudada separadamente. Algumas têm grupos especializados, como os grandes felinos.

Esses estudos são, então, submetidos para a releitura com outros especialistas, antes de serem transmitidos para uma Autoridade da Lista Vermelha competente para a espécie em questão.

Após serem revisados, são submetidos ao Departamento de Lista Vermelha da UICN e, uma vez aprovados, são integrados à nova atualização da lista (pelo menos duas vezes ao ano).

As avaliações por tipo de espécie (mamíferos, pássaros, plantas, corais, peixes…) também se somam a um “índice” que permite acompanhar as tendências globais de sobrevivência dessas espécies a longo prazo.

As espécies mais bem documentadas são, segundo a UICN, aquelas encontradas em ecossistemas terrestres, sobretudo, florestais. Já os peixes são relativamente pouco conhecidos.

A UICN espera identificar 160 mil espécies nos próximos anos. A lista também é alterada por regiões e nações, e até mesmo por regiões específicas dentro de um país.

 

Informações: Folha de Pernambuco