Mesmo sob dificuldades de trabalho que persistem a anos em condições de estruturas precárias nas unidades de básicas de saúde da cidade e limitações de atuação na UPA 24 do município, os profissionais da saúde de Bezerros atuam de forma corajosa nas diversificadas funções na pasta da Saúde nas mais variadas funções dispostas. A alta demanda da população da cidade sob uma atividade que vem defasada a anos recai sob os ombros de pessoas por vezes injustiçadas devido a falta de recursos dispostos para que um melhor atendimento pudesse ser prestado em momentos delicados e arriscados.

Desde o inicio da pandemia, a demanda sob a saúde tem sido cada vez mais recorrente. Situação a qual se agrava, uma vez que, parte  dos atuantes trabalham em condições precárias de EPIS (Equipamentos de proteção individual), o que aumenta o risco de infecção e exposição ao Coronavírus e ainda assim, toda equipe desde zeladores a diretores não deixam de prestar serviços de forma dedicada e até mesmo arriscada a população.

Da mesma forma, esta realidade se dá ao entorno da UPA 24 hrs da cidade que passou a funcionar de forma até eleitoreira na época, com os mesmos serviços antes prestados na Unidade Mista da cidade a qual detinha estrutura notoriamente frágil constatada após o desabamento do teto do prédio em março de 2020. Inaugurada as pressas, a unidade de atendimento permanece limitada ainda em 2021 ante a uma realidade de maior demanda. A unidade de pronto atendimento continua com problemas de ausência de médicos em transferências de emergências e poucos serviços a disposição da população.

Ainda em tempo, mesmo sob ante tantas adversidades e a desatenção do poder público sobre os problemas que limitam a atuação de médicos e profissionais em geral da saúde, existe a desvalorização financeira da classe de técnicos, enfermeiros e auxiliares que muitas vezes é tida como culpada sob esse cenário de descaso e falta de investimentos e condições adequadas de trabalho. Cumprindo plantões de 12×36 12×48 24×72, a remuneração não chega a ser adequada. Tramita no congresso projeto que visa sanar este problema. Recentemente, a reivindicação ganhou  impulso com a assinatura de 76 dos 81 senadores para que vá à votação no plenário. De autoria do senador Fabiano Contarato (REDE), o projeto institui um piso nacional de R$ 7.315,00 para enfermeiros, 70% deste valor para técnicos e 50% para auxiliares e carga horaria de jornda de trabalho em 30 horas semanais. “Na carreira da saúde, a disparidade salarial é evidente e marcante, basta comparar a remuneração de médicos com enfermeiros”, justifica o senador, acrescentando que se trata de “profissionais abnegados, que colocam em risco a própria saúde para salvar vidas, mas que continuam desvalorizados”.

Mesmo sob tantas limitações, a classe permanece sempre na linha de frente atuando na saúde do município buscando a melhor forma de trabalho em condições precárias da área que permanece a anos defasada. Cabe ao poder público reter mais atenção e proporcionar aos profissionais condições adequadas de serviços garantido aos “heróis da vida real” que muitas vezes abrem mão de si e sua segurança para estar presente diariamente exercendo sua profissão.

 

Redação PH Bezerros