Em nota a imprensa sobre o desabamento do teto de sala de aula da Escola Municipal Irmã Júlia no dia (5) de outubro, a Prefeitura diz que os profissionais de arquitetura e Engenharia Civil que fizeram avaliação das escolas em 2021 eram capacitados, mas não foram capazes de identificar problemas na estrutura da Escola.

A escola que passou por reforma no ano de 2019 na gestão do ex-prefeito Breno teve estrutura pontual de uma sala de aula comprometida e veio a ceder na madrugada do dia (5) e ninguém foi ferido. Com isto, as aulas foram realocadas para outra unidade de ensino e permanecerá interditada para mais esclarecimentos do ocorrido.

No início deste ano de 2021, a prefeitura afirmou em nota que uma equipe de engenheiros e arquitetos visitou todas as escolas municipais da cidade buscando avaliar a situação da estrutura dos prédios. Nesta unidade, não foi identificado nenhum comprometimento da construção

Por isto, os questionamentos que ainda permanecem se dão sobre a qualidade do serviço prestado em 2019 na reforma da escola, uma vez que, após 2 anos, a estrutura cedeu com risco a integridade física dos alunos e profissionais, bem como a qualidade da avaliação e desatenção da equipe de engenheiros que visitou o local e não foi capaz de constatar ou diagnosticar problemas de infraestrutura dando permissão para uso do prédio.

Em nota, a prefeitura afirmou a capacidade dos profissionais que fizeram a avaliação e citou dois possíveis problemas diagnosticados pela Defesa Civil. Confira:

“A Secretaria de Serviços Públicos de Bezerros, através da Defesa Civil, informa que a análise técnica dos prédios das escolas da rede municipal de ensino foi feita por um engenheiro civil e um arquiteto, profissionais devidamente capacitados, e que foram contratados pelas Secretarias de Educação e Governo, Planejamento e Gestão Estratégica.

É importante destacar que, de acordo com a Defesa Civil, duas possibilidades são consideradas para explicar o ocorrido. A primeira é que a sala tinha um ponto de carregamento concentrado, onde uma viga principal recebia toda a carga de peso do telhado da sala. Outra possibilidade, é a deterioração, em virtude de um possível gotejamento, onde a madeira apresentou um escurecimento central, colaborando com a hipótese de infiltração, que não era perceptível pela presença do forro”.

 

A Prefeitura disse também que não houve um colapso contínuo no prédio. De acordo a equipe técnica de engenharia, o problema foi pontual na sala de aula e não comprometeu demais locais do prédio.

Por última, a equipe destacou que também que as demais escolas estão em condições seguras, do ponto de vista estrutural, e até o final deste ano serão licitados os processos de reforma de quatro grandes escolas municipais, além de intervenções estruturais nas demais.

A redação PH Bezerros ainda aguarda os relatórios solicitados de como as escolas municipais foram encontradas na avaliação técnica da equipe.

 

✓ Redação PH Bezerros

✓ Informações: PMB