Com o aumento dos preços nos alimentos em destaque na carne bovina, parte da população optou deixar o consumo da carne vermelha por causa do preço optando pela compra de carnes e alimentos mais baratos. Porém, até mesmo as carnes e produtos mais baratos poderão ter aumento devido a alta na demanda por ovos, carnes de frango e suínas, o que, por sua vez,  tende a impulsionar os valores desses alimentos nos próximos meses.

Em matéria do Jornal econômico, o presidente do Grupo Mantiqueira, Leandro Pinto, estima que os preços dos ovos poderão subir de 15% a 20% nos próximos 12 meses. Leandro ainda ressalta que os valores do milho e do farelo de soja subiram e criaram um quadro delicado para o ritmo da produção.

Segundo Juliana Ferraz, analista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), no caso das carnes de porco e de frango, é difícil projetar os preços futuros porque o mercado é incerto. Ela concorda, no entanto, que a tendência é de cotações elevadas, acima dos patamares de antes da pandemia.

As carnes suína e de frango continuam em expansão. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2021, o consumo per capita desses itens deverá crescer 5% e 1,5% em relação ao ano de 2020, respectivamente.

No entanto, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, acredita que, de modo geral, a continuidade do auxílio emergencial ou a criação de um novo programa de transferência de renda tendem a sustentar o consumo das carnes de frango e suína. O executivo também aposta em demanda internacional firme.

 

Redação PH Bezerros

Fonte: Valor Econômico