Em consulta ao (SNIS) Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, dados oficiais dispostos a público demonstram que conforme a ultima atualização oficial, em 2019, mais de 71,2% da população do nordeste não tem acesso a saneamento básico ou não foi devidamente atendido pelo serviço. Com isto, aproximadamente 28,28% da população recebeu atendimento total de esgoto.

 Atualmente, 57.071.564 milhões de habitantes vivem na região, destes 39.306.737 da população vivem sem situação precária sem coleta de esgoto. Ao mesmo tempo, em setores definidos, sobre condições de tratamento de água, abastecimento e população devidamente atendida, 28,28% dos nordestinos possuem índice de esgoto tratado referido à água consumida e abastecimento.

A especialista em infraestrutura da CNI, Ilana Ferreira, afirma que a deficiência em saneamento básico é ocasionada no país pela falta de recursos direcionados ao setor.

“Na infraestrutura brasileira, o setor com maior déficit e maiores desafios de expansão é o do saneamento. E os impactos na saúde da população são inestimáveis. E apesar dos esforços dos últimos governos com os programas de investimento, os investimentos não trouxeram um impacto significativo na expansão da rede”.

A situação torna-se próxima e conhecida em localidades do município de Bezerros onde diversos bairros vivenciam realidade dificultosa sobre saneamento como Bairro são Rafael, gameleira, Santo Amaro I e II e outros bairros onde a população vivencia diariamente o convívio com esgotos a céu aberto a anos. Em Encruzilhada, além da falta de saneamento, a dificuldade de abastecimento também é um problema grave de décadas, assim como o tratamento de água que não é realizado.

Por isto, o risco de prejuízo a saúde de pessoas que sofrem sem saneamento é bem maior podendo acarretar em doenças em maior frequência devido a exposição de moradores a esses ambientes. Doenças como Leptospirose, Disenteria Bacteriana, Esquistossomose, Febre, Cólera, além do agravamento das epidemias tais como a Dengue e proliferação de Parasitóides.

Além das dificuldades enfrentadas pela ausência do tratamento, a situação agrava-se devido o descarte irregular do lixo provocando mais acumulo de desejos, entulhos e parasitas que prejudicam e agravam o dia a dia da população. Recentemente, por falta de limpeza do rio Ipojuca, vários relatos de proliferação de mosquitos foram evidenciados em redes sociais.

As intervenções por parte do poder público para sanar este problema precisam ser urgentes, da mesma maneira, investimentos eficientes precisam acontecer visando a solução do problema que afeta tantas famílias. A desburocratização do serviço de saneamento precisa acontecer para ampliação da rede onde atualmente, apenas 6% da rede de água e esgoto é gerida por empresas privadas. O marco do saneamento básico aprimora as condições de saneamento básico no Brasil. Saneamento, para a lei brasileira, é um direito básico, assegurado na Constituição Federal de 1988 e tem a meta de 99% da população com água potável em casa até dezembro de 2033 e 90% com coleta e tratamento de esgoto até dezembro de 2033.

 

Redação PH Bezerros

Informações: Instituto Agua Sustentavel / Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento / Blog Total