Aglomerações, jornada de trabalho e maior descuido entre jovens podem ser alguns fatores desse aumento, que passou de 13,1% para 38,5% nos últimos cinco meses. Segundo o profissional de saúde, médico intensivista e porta-voz da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Ederlon Rezende explicou o aumento de mortes por Covid-19. O dado mostra como o coronavírus pode chegar com sintomas graves a uma faixa etária mais baixa.

“Mudou o que todos acreditavam no início, que as pessoas jovens estavam protegidas de ter a forma mais grave da doença. Elas estão chegando nas UTIs colapsadas, o que também tem contribuído para as taxas de mortalidade mais elevadas”, disse Rezende. Outro motivo para esse crescimento, segundo o médico, é a possibilidade da variante P1 provocar sintomas mais graves nas pessoas. “Eles chegam nos leitos com maior frequência de precisarem de ventilação mecânica”.

Além disso, Rezende também coloca o alto período de hospitalização como motivo do aumento da taxa de ocupação de UTIs e, consequentemente, mais mortes. “Como eles têm um organismo com mais reserva funcional, apesar da gravidade da doença, tendem a resistir por mais tempo e acabam tendo internações mais prolongadas.”

 

Fonte: CNN Brasil