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 Os Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutem uma estratégia jurídica que pode deixar o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) inelegível para a eleição de 2022. Judicialmente, o processo inicia-se a partir de um inquérito administrativo instaurado no TSE em resposta a uma transmissão ao vivo realizada pelo presidente, em julho, acusando o tribunal, sem provas, de fechar os olhos para evidências de manipulação em urnas eletrônicas.

Na visão dos magistrados, o tom adotado por Bolsonaro em seus discursos, nos atos de 7 de Setembro permitem ainda mais embasamento para fornecer ainda mais provas contra o chefe do Executivo. No dia 7, o chefe do executivo discursou na Paulista para apoiadores e disse que não acataria mais ordens do STF vindo do Ministro Alexandre de Moraes, o que, segundo especialistas configuram como crime de responsabilidade e interferência no livre exercício de atuação dos poderes.

Após a declaração, aconselhado pelo ex-presidente Michel temer, o presidente se retratou em carta a nação onde disse não ter intenções de agredir os poderes. O entendimento prévio é de que, uma vez configurado algum crime, o presidente poderá ter sua candidatura negada pela Justiça Eleitoral no ano que vem.

Após a divulgação da carta, os ministros do Supremo Tribunal Federal não mostraram empolgação com a nota oficial divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações da Folha de S. Paulo, os magistrados estão céticos e garantem: a posição do presidente não vai mudar as investigações conduzidas pela Corte e pela Justiça Eleitoral.

 Integrantes do STF acreditam que a nota divulgada por Bolsonaro foi motivada não por uma mudança sincera, mas pelo sentimento de isolamento político. Nos últimos dias, houve uma maior movimentação por parte de partidos de centro e de direita pelo impeachment de Bolsonaro.

Ainda segundo a Folha, a avaliação de ministros do Supremo é que a ação sirva para amenizar os efeitos negativos da radicalização no mercado financeiro e barrar a alta do dólar. Isso, não entanto, não mudará a postura de Moraes – ele é o relator do inquérito que investiga as fake news e a organização de protestos antidemocráticos.

 

Redação PH Bezerros com informações Folha de SP/ISTOE