Em Bezerros composição levaria Breno Borba SD e Lucielle Laurentino UB ao mesmo palanque de apoio Estadual

Do JC

Diante do desafio de aglutinar apoios à sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (SD) intensificou as conversas com Miguel Coelho, pré-candidato pelo União Brasil. A ideia é, caso o ex-prefeito de Petrolina não chegue a dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto até meados de junho, o anúncio de uma composição entre os dois adversários.

Interlocutores que acompanham as articulações de Marília Arraes e Miguel Coelho, ouvidos sob reserva pela coluna, acreditam que o ex-prefeito de Petrolina deva retirar a candidatura, mas ainda assim fortalecer seu núcleo político com a movimentação.

As conversas teriam como previsão a candidatura de Miguel à Câmara dos Deputados e do seu irmão, Fernando Filho, ao Senado. Ele já apareceu com 15% para o cargo na última pesquisa. Fernando Bezerra Coelho, dessa forma, entraria como suplente para, posteriormente, assumir o cargo e continuar com mandato na Câmara Alta. Mas essa composição aconteceria num cenário no qual André de Paula não se alie a Marília Arraes. O presidente estadual do PSD, que pode romper com a Frente Popular caso não seja anunciado como pré-candidato ao Senado, também negocia com a pré-candidata e o desembarque acarretaria numa mudança de panorama.

Caso André de Paula de fato anuncie a composição com Marília Arraes, uma nova configuração de chapa teria de ser formada e, nesse caso, tanto a ex-petista quanto o ex-prefeito de Petrolina teriam de abrir mão de alguns postos, levando em conta ainda que, junto com o PSD, chega também o PP de Eduardo da Fonte.

Nos bastidores, avalia-se que essa mudança pode não acontecer porque, recentemente, André de Paula vem se movimentando para galgar uma candidatura avulsa, sem romper com o PSB, líder da Frente Popular. Esse cenário pode se concretizar porque os socialistas não engoliram Teresa Leitão, indicada pelo PT ao Senado, e enxergam no social democrata um ‘candidato de segurança’.

Dessa forma, com André de Paula correndo de forma ‘avulsa’ à Câmara Alta, ala do PSB poderia trabalhar para elegê-lo ao mesmo tempo em que, oficialmente, formam uma chapa com Teresa Leitão. Fazendo esse jogo, porém, os socialistas arriscam não terem a imagem de Lula associada a Danilo Cabral, pré-candidato de Paulo Câmara ao Governo.

Já a vaga de vice na chapa liderada por Marília continua em aberto. O principal nome cotado é Sebastião Oliveira, do Avante, que caminha junto com André de Paula e Eduardo da Fonte. O cargo não foi definido ainda para manter um espaço aberto nas negociações.

Pressa é palavra para Miguel Coelho e Marília Arraes

Diante das duas frentes de negociação abertas por Marília, aliado conta que o tempo age contra Petrolina, que precisaria definir o futuro para conseguir espaço e ter maior poder de barganha nas conversas.

Em tempo, Marília Arraes também tem pressa, apesar de liderar a corrida pelo Governo de Pernambuco, como mostrou a pesquisa eleitoral Conectar. Avalia-se nos bastidores que ela tende a derreter caso não consiga alianças que lhe ofereçam capilaridade junto às bases e, além disso, tempo de televisão ou rádio. O Solidariedade, partido ao qual se filiou após deixar o PT, não oferece esses ativos.