• Foto: PILAR OLIVARES / Reuters

A variante Delta (B.1.617.2) do Coronavírus vem se espalhando de forma alarmante em todo o mundo, causando a retomada de medidas restritivas na Europa, cenário que pode chegar ao Brasil em breve caso a transmissão dessa cepa se propague ainda mais entre a população devido a baixa vacinação no país.

Pesquisadores da Fiocruz alertam que o Sistema de Saúde do Brasil não possui estrutura para suportar a crescente disseminação da nova cepa do vírus, que segundo estudos possui uma taxa de transmissibilidade maior se comparada com as demais variantes.

Um balanço do Ministério da Saúde evidenciou que foram identificados até o dia (23/07) 143 casos de pessoas infectadas com a variante Delta do novo coronavírus. Esse tipo de alteração do vírus era anteriormente conhecida como “variante indiana”. No levantamento anterior, divulgado em 19 de julho, haviam sido detectados 110 casos.

Dos 143 infectados no Brasil, nove tiveram quadro grave e morreram em função das complicações decorrentes da covid-19. No balanço anterior, as autoridades haviam registrado cinco óbitos.

O local com mais registros até o momento foi o Rio de Janeiro, com 88 casos mapeados. Em seguida vêm São Paulo com 15, Paraná com 13, Distrito Federal com seis, Maranhão com sete, Santa Catarina com cinco, Rio Grande do Sul e Pernambuco com três cada, dois em Goiás e um em Minas Gerais.

 

Vacinação:

Segundo dados disponibilizados pelo G1, atualmente o Brasil possui mais de 94,4 milhões de pessoas imunizadas ao menos com a primeira dose, número que representa cerca de 44,61% da população brasileira. Quanto aos cidadãos que receberam as duas doses esse resultado cai ainda mais, sendo que apenas 37,1 milhões estão com as duas doses em dia, número que representa apenas 17,49%.

A vacinação se iniciou há cerca de seis meses e vem avançando de forma bastante devagar, embora alguns estados tenham antecipado o calendário de imunização dos adultos sem comorbidades. Atualmente o Ministério da Saúde distribui quatro vacinas para os brasileiros: Pfizer (mRNA), AstraZeneca (vetor viral), Janssen (vetores de adenovírus) e CoronaVac (vírus inativado).

 

Fonte: Agencia Brasil / Tudo celular.com