“Dias difíceis ainda estão por vir, principalmente nas próximas 3 semanas”, diz o secretário de Saúde de Pernambuco André Longo.

A confirmação dos primeiros casos da variante indiana do novo coronavírus no no Maranhão, nesta quinta-feira (20), acendeu o sinal de alerta sobre o contágio do novo coronavírus no País. Em reunião com prefeitos do agreste, o secretário alerta sobre chegada da nova variante na região o que pode causar sobrecarga do sistema de saúde já que a mesma é considerada mais contagiante.

“As variantes são sempre uma preocupação. Se o mundo estava preocupado com as variantes brasileira, seria muito importante que o Brasil estivesse também estivesse preocupado com as variantes que surgem em outros continentes”, avaliou Longo. Segundo ele, apesar da orientação da Anvisa com o reforço das barreiras sanitárias na entrada de estrangeiros, o governo demorou para proteger portos e aeroportos.

“É preciso dizer que o Brasil precisa agir, pois o controle de portos e aeroporto é de responsabilidade do governo federal, para conter ou pelo menos retardar a disseminação dessas variantes”, disse. Segundo Longo, Pernambuco participou de uma reunião com o Ministério da Saúde – onde foi comunicado a detecção da variante no Maranhão, que informou que está atuando para bloquear a disseminação da nova cepa. “Há toda uma vigilância sendo feita com apoio do Ministério da Saúde. Esperamos que isso possa ser contido”, afirmou.

“Hoje é fundamental um esforço do governo federal no sentido de uma vigilância mais efetiva para conter novas variantes que estão já trazendo repercussão da doença em outros países”, cobrou o secretário.

 

Informações folha de Pernambuco