Dados referentes ao período 2020-2021 foram divulgados nesta quinta (18), e representa aumento de 22% em relação ao ano anterior.

Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real

A área desmatada na Amazônia Legal no período 2020/2021 foi de 13.235 km², a pior em quinze anos. A tendência de alta que já dura 4 anos, afirmou, nesta quinta-feira (18), em comunicado o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Segundo o sistema Prodes, que mede com precisão a taxa de desmatamento na porção brasileira do bioma, o aumento em relação ao anterior foi de 22%.

Amazônia brasileira não via uma taxa anual de desmatamento tão alta desde 2006, quando 14.286 km² haviam sido desmatados segundo o sistema Prodes. O número desde ano foi pior até mesmo que projeções pessimistas, pois a área de alertas de desmatamento capturados pelo sistema Deter do Inpe, sofreu diminuição em relação ao ano passado.

A taxa recorde foi imediatamente comentada por ONGs ambientalistas.

“O resultado é fruto de um esforço persistente, planejado e contínuo de destruição das políticas de proteção ambiental no regime de Jair Bolsonaro”, afirmou em comunicado Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, coalizão que reúne as maiores ONGs ambientalistas do Brasil, incluindo Greenpeace, WWF e Conservation International.

“É o triunfo de um projeto cruel que leva a maior floresta tropical do mundo a desaparecer diante dos nossos olhos e torna o Brasil de Bolsonaro uma ameaça climática global.”

“Este é o Brasil real que o governo Bolsonaro tenta esconder com discursos fantasiosos e ações de greenwashing no exterior”, disse Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF Brasil. “O que a realidade mostra é que o governo Bolsonaro acelerou a rota de destruição da Amazônia.”

As ONGs destacam o fato de que é a primeira vez desde a década de 1980, quando o desmatamento começou a ser monitorado por satélites, que a taxa anual aumentou por quatro anos seguidos.