Durante uma reportagem realizada o telejornal “Rio Grande Record”, exibido para o Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (25) de Agosto, uma entrevistada surpreendeu a repórter ao pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na reportagem ao vivo.

A repórter que realizava uma matéria em um posto de gasolina na cidade de Bagé, onde o preço do combustível já ultrapassa os R$ 7, e decidiu entrevistar uma cliente que abastecia seu carro no local. “O que você está achando do preço da gasolina?”.

“Está cara. Graças ao Bolsonaro, está cara”, diz a entrevistada. A repórter faz outro questionamento: “O que que faz neste momento, enche o tanque igual?”, e a mulher responde: “Faz o impeachment do Bolsonaro”.

O vídeo que foi divulgado pelo Jornal Diário de Pernambuco repercutiu e dividiu opiniões. Nos comentários das redes sociais do jornal, a tamanha margem de repercussão e preocupação levou o secretário de Turismo de Bezerros Hugo Pereira a defender o Presidente Jair Bolsonaro e disse que propagar a reportagem era desinformação e que a culpa não seria do presidente. “A desinformação corre solta. Propagar esse tipo de matéria é alimentar a desinformação e fake news, como se o presidente fosse responsável, enquanto os impostos e taxas nos Estados batem recordes. Lamentável”, disse em perfil pessoal em comentário.

O mesmo foi respondido por internautas que alertaram ao secretário que as insatisfações anteriormente eram contra ex-presidentes e Bolsonaro não estaria isento de culpa. “Mas a lula e a Dilma não eram responsáveis? O que dizer do adesivo da Dilma de pernas abertas nas bocas de combustíveis dos carros”, respondeu. Outro disse: ” Ele não tem culpa de nada né? Antes a culpa era do antigo presidente”.

“A política econômica dele está uma maravilha, ministro só faz cortes, tira tudo do pobre, depois diz que não faz mal um aumento da energia. Mas a gasolina passou a ser problema de governadores, inédito desde 2014”, enfatizou mais um internauta.

Hugo tem sido grande articulador nos bastidores políticos da prefeita Lucielle pela vertente bolsonarista e herdará a missão de apresentação da aliança em caso de apoio da democrata ao presidente. Ainda existem especulações de que esforços estão sendo feitos para que o presidente que cumprirá agenda política em Santa Cruz ter encontro com apoiadores da direita fortes apoiadores de Jair Bolsonaro em 2018 e agenda com a prefeita de Bezerros e seu grupo político.

 

 No Brasil, o preço de venda dos combustíveis é livre. A alíquota que o governo de Pernambuco cobra sobre os combustíveis continua a mesma de 29%. “No entanto, como o setor de combustível é muito pulverizado e também há muita sonegação, a legislação permite que todos os Estados cobrem os impostos da Petrobras sobre um valor de referência, chamado de Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF)”, explica o diretor-geral de Política Tributária da Secretaria estadual da Fazenda (Sefaz), Abílio Almeida Neto. Os valores de referência da gasolina tipo c, do diesel e do etanol saíram, respectivamente, de R$ 4,91 para R$ 5,41; de R$ 3,72 para R$ 4,11 e de R$ 3,68 para R$ 4,28. É sobre esses valores que o ICMS incide.

E como o governo do Estado chega nesses valores ? Esses preços são calculados com base numa pesquisa feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que é encaminhada à Sefaz-PE. “Essa argumentação de que os pernambucanos não vão sentir o valor da queda praticada pela Petrobras não procede, porque se, na próxima pesquisa, o valor da venda dos combustíveis estiver mais baixo, vamos diminuir o valor de referência”, explica Abílio. Segundo ele, vários Estados aumentaram esses valores de referência no dia 16 de março, mas Pernambuco não reajustou esse preço de referência. As pesquisas são entregues à Sefaz quinzenalmente.

Ainda de acordo com Abílio, a Sefaz-PE vai baixar o preço do valor de referência, caso constate que o preço médio da venda dos combustíveis ficou menor nos postos. Geralmente, a pesquisa é entregue até o dia 05 de cada mês e os novos valores de referência poderiam entrar em vigor em meados do mesmo mês.

O setor de combustíveis é o que gera a maior arrecadação de ICMS, a principal receita do governo do Estado. Para recolher esse tributo com mais facilidade, os Estados inventaram um mecanismo chamado substituição tributária. “Isso significa que a fábrica do produto recolhe por toda a cadeia produtiva. Por exemplo, no setor de combustíveis é a Petrobras que recolhe, substituindo o posto e a distribuidora”, conta Abílio.

MERCADO

No País, o setor de combustíveis tem 41 mil postos, 189 distribuidoras e três delas dominam 70% do mercado.”Do ano passado pra cá, fecharam muitos postos. A grande maioria dos donos de postos são pequenos e estão com dificuldades grandes para manter seus negócios de pé”, conclui Alfredo.

Recentemente, os preços dos combustíveis têm se elevado significativamente por causa da alteração da política de preços da Petrobrás que em 2018 passou a se alinhar pela cotação do petróleo no mercado internacional, o qual tem se elevado, e ainda ficou mais alto com a valorização do dólar diante da moeda brasileira.

Em nota, a Sefaz-PE informou que “o valor do preço final ao consumidor, que é a base de cálculo do ICMS, não tem qualquer relação com a vontade dos Estados. A Petrobrás arbitra o seu preço de comercialização e o varejo fixa o preço final de venda. As pesquisas dos preços de varejo pelos Estados, para comporem a base de cálculo do ICMS, refletem exatamente aquilo que o mercado varejista praticar. O qual, por sua vez, se pauta pelos preços de comercialização da Petrobrás, segundo sua nova política”. Informações Jornal JC E G1 Pernambuco.

 

 Redação PH Bezerros