Na reunião ordinária desta terça-feira (24) de Agosto, a Vereadora Lindineide “Tatai” (PSB) reiterou ao executivo requerimento realizado em 30 de março de 2021 onde havia solicitado a limpeza as margens do rio Ipojuca que, após quase (5) meses, permanece sem intervenção.

Sem limpeza há meses, o Rio Ipojuca no perímetro bezerrense apresenta grande quantidade de lixo e principalmente o crescimento da planta baronesa que implica na proliferação da grande quantidade de muriçocas no município. Seja dentro ou fora das casas, próximas ou não ao Rio Ipojuca, o surgimento dos insetos tem haver com as plantas aquáticas, chamadas de baronesa. Como explica o professor e biólogo Alexandre Henrique

“A baronesa, em cima do rio, cria um ambiente favorável à multiplicação das muriçocas. Com a água parada, vem a fêmea, que coloca uma média de 200 a 300 ovos de uma só vez. Ali, quando ela deposita os ovos, as folhas da baronesa servem como uma proteção. E, além disso, serve de estrutura para, quando pousar, a muriçoca colocar seus ovos”, detalhou o biólogo.”Como fica escuro, por causa das folhas [da baronesa], contribui [para a proliferação]. E a muriçoca é sensível à luz. Os ovos vão passar por várias fases até chegar à fase adulta. Geralmente leva 12 dias. Com as altas temperaturas, em sete dias passa de ovo pra fase adulta”.

Outros fatores também influenciam para o aumento no número de muriçocas. A água do Rio Ipojuca, como é esgoto, é rica em material orgânico, que serve de nutrientes, de alimentação para a larva. “E como a baronesa cria uma espécie de tapete, não deixa a luz atingir a água. Ou seja, a água não oxigena. Então, não aparece um peixe ou um sapo, que são predadores naturais da larva da muriçoca. É um conjunto de fatores que contribui”, destacou.

Recentemente, o município vem preocupando-se com a possibilidade do aumentou de casos de Dengue, com notificação até mesmo do caso mais grave que é a dengue hemorrágica destacada pelo Vereador Diogo Lemos (PSB). O mosquito Aedes aegypti principal transmissor detém foco em locais como caso da situação atual do rio Ipojuca com dejetos acumulados podendo ocasionar em água parada. Os números ainda não foram divulgados mas a prefeitura lançou campanha de conscientização em combate as arboviroses.

“Fique atento aos sintomas de cada uma dessas doenças! E não esqueça, viu algum foco do mosquito? Então, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica pelo número (81) 3728-6716 e vamos juntos combater também as arboviroses”

Da mesma forma um aumento expressivo no número de casos de dengue, zika e chikungunya foi registrado nos primeiros sete meses de 2021 em Pernambuco. Transmitidas pela fêmea adulta do mosquito Aedes aegypti, essas arboviroses estão mais presentes no Estado. Até o último dia 30 de julho, foram confirmados 9.378 casos para chikungunya, 6.926 para dengue e 10 para o zika. Em relação ao mesmo período do ano anterior, as confirmações chikungunya tiveram um aumento de 469% nos casos envolvendo chikungunya (1.648 casos confirmados em 2020), enquanto houve uma queda de 15,2% para dengue (8.174 casos) e de 28,6% para zika (14 casos).

No último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), correspondente a semana epidemiológica (SE) 30, há ainda o registro de 31 casos que evoluíram para o óbito suspeitos para as arboviroses, sendo 1 confirmado para dengue e dois já descartado, enquanto os demais seguem em investigação pelos municípios.

A partir desse balanço, o Governo de Pernambuco chama atenção para o aumento de casos das três doenças e alerta para a importância da vigilância epidemiológica nos municípios. “O atual cenário epidemiológico é identificado pela ampla disseminação das populações do mosquito nos mais diversos territórios e acende um alerta para as notificações de casos e ações de combate.

 

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Com informações SES

✓ Redação PH Bezerros