Coluna opinião do redator

Redator: Rômulo Pedro

Toda civilização tem a pobreza como estado inicial. A pergunta não é o que gera pobreza, mas sim o que proporciona a prosperidade?

 

É fácil encontrar o caminho para resposta do problema: “O que é bom é pra si”: (4 bilhões em fundo eleitoral pra politico corrupto bancar campanha politica) “o que sobra é do outro”: (Governo investiu R$ 106,6 milhões a menos no Bolsa Atleta em 2021, em valor total de menos de um terço do fundão eleitoral e com o próprio Ministério dos Esportes extinto pelo Governo Bolsonaro). Afinal, são 500 anos de Brasil e o Brasil aqui nada mudou. Oportunidade, essa é a palavra chave que mudaria o destino de milhões de pessoas.

A falta de oportunidade reflete-se na realidade precária da juventude e de grande parte da população muitas vezes por falta de prioridades do poder público provocando limitações a uma perspectiva de vida. Longe de programas sociais, longe da educação de qualidade, longe de programas de incentivo ao primeiro emprego, construção de seu negócio e longe do esporte, a realidade torna-se cada vez mais dura e limitada para milhares ou até mesmo milhões de pessoas. A realidade não fica só nesta, a depressão tem atacado a juventude de forma nunca vista. Especialistas advertem que esta seria a doença do século XXI. No Brasil, são cerca de 16,3 milhões de pessoas afetadas com a depressão com crescimento significativo de 2019 a 2020 com índice de agravamento pela pandemia. Apesar do índice do suicídio estar em queda, o Brasil aparece na contramão desses dados. O suicídio está crescendo no País, principalmente entre os jovens. Hoje, um brasileiro se suicida a cada 46 minutos. Ao ano, em média 11 mil pessoas tiram a vida no País. Esse é um dos resultados da pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) de 2019.

Esta realidade de falta de perspectiva de vida tem sido persistente a anos não só em Bezerros, mas em todo pais levando vidas a depressão, ansiedade, suicídio e até mesmo ao envolvimento com drogas na dita “vida mais fácil”. Vidas as quais que poderiam ter histórias promissoras e destino melhor vivido se tivessem uma única oportunidade de uma única escolha mais acessível além da realidade em que vivem. Mas, “se você vai escolher o que tiver mais perto de você ou o que estiver dentro da sua realidade você vai ser duas vezes melhor como? Ser empresário não dá, estudar nem pensar. Tem que trampar ou ripar para os irmãos sustentar. Será instinto ou consciência? Viver entre o sonho ou merda da sobrevivência”.

A falta de sensibilidade dos que se dizem representantes se mostra na realidade quando encontramos a preocupação de políticos em investimentos bilionários em campanhas políticas e a falta de investimento na área do esporte e programas sociais efetivos que poderiam acolher milhares de vidas e realidades difíceis podendo transformar inúmeras mentalidades e realidades distintas, nunca isentando da responsabilidade de escolhas. As exceções que contornam uma vida sem perspectiva de maneira aguerrida são exemplos de como tudo seria diferente se não vivêssemos em torno da politica posta como balcão de negócios e que devolvesse ao povo o retorno de trilhões pagos por ano em impostos pela população de forma honesta e com qualidade. No teatro das tesouras, quem tem a cabeça cortada continua sendo a população.

Os que se julgam donos da verdade e nossos representantes que sentam em cadeiras de poder e destaque, em maioria esmagadora são incapazes de fazer um exame de consciência. Olhar para a juventude e proporcionar uma alternativa digna e acessível de escolha pode proporcionar um futuro melhor a talvez milhões de jovens e adolescentes. Quando um dia partimos da mesma distância da linha inicial de corrida, ai sim poderemos falar em meritocracia. Até lá, assistiremos o impacto da diferença social causado muito pela ganância e ambição dos políticos que tem como campanha política como prioridade e esquecem da população em uma realidade agonizante que parece nunca ter fim. A farra do dinheiro público continua enquanto vivemos no pais da burocracia, dos impostos, da corrupção, da falta de incentivo e da oportunidade e do falso moralismo – principalmente politico.

 

frases destacadas: Música a vida é um desafio Racionais MCS

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