Informações do índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) de 2020 mostrou que o município de Bezerros vem apresentando degradação na gestão fiscal desde o ano de 2016 na gestão Branquinho (PSB), porém, os números de 2019 e 2020 foram alarmantes sob a gestão do então prefeito Breno Borba.

Os dados divulgados na segunda semana de outubro de 2021 demonstram a grave situação fiscal do município no ano de 2020. Em Ranking de colocação, Bezerros ficou no 182° lugar do Estado de Pernambuco, que tem 185 municípios, ou seja, apenas 3 posições para última colocação evidenciando um dos piores níveis de gestão fiscal que um município pode obter.

Além disto, o índice coloca também o município em posição vexatória no país, ocupando o 5234° lugar dos 5570 Municípios brasileiros. Com base em dados oficiais, o IFGF analisa as contas das cidades brasileiras através de quatro indicadores: Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimento e Liquidez. A análise das contas do ano de 2020 mostra que o quadro fiscal do município é crítica.

As dificuldades financeiras foram evidenciadas no início do ano de 2021 onde a gestão atual expôs os déficits da cidade em audiência pública das finanças no mês de abril. Na audiência, a secretaria de finanças Marília Motta esclareceu que as pendências deixadas causam o endividamento e limitam os repasses federais chegam a R$ 6,5 milhões de multa e mais R$ 3 milhões de juros na receita federal e se dão por meio de processos, PASEP e previdência. Somando as dividas de folha de pessoal em cerca de R$ 5 milhões, restos a pagar cerca de R$ 2 milhões, fornecedores R$ 6 milhões e o CAUC, o município encontrou um déficit de aproximadamente R$ 22,5 milhões de reais além do já conhecido “rombo” da previdência que, somente este totaliza quase R$ 42 milhões de reais e os juros adicionais da receita.

“A análise das contas do ano de 2020 mostra que o quadro fiscal dos municípios ainda é preocupante. As circunstâncias adversas, criadas pela pandemia da Covid-19, exigiram uma alocação mais eficiente dos recursos públicos para atender às necessidades básicas da população. Entretanto, o caminho para o equilíbrio sustentável das contas públicas é longo, e as reformas do federalismo fiscal brasileiro são urgentes”, diz o instituto em nota.

 

✓ Redação PH Bezerros com informações do Bezerros Hoje