Corte geral, que gira em torno de 20% do orçamento da Universidade, além do bloqueio de aproximadamente R$ 19 milhões (13,8%), faz o orçamento de 2021 da UFPE ser o menor da última década.

 

O anúncio da liberação dos valores condicionados do orçamento discricionário pelo Ministério da Educação (MEC) para as instituições federais de Ensino Superior não é suficiente para assegurar o pleno funcionamento da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) até o final de 2021. A manutenção do corte geral, que gira em torno de 20% do orçamento da Universidade, além do bloqueio de aproximadamente R$ 19 milhões (13,8%), faz o orçamento de 2021 da UFPE ser o menor da última década.
Segundo o pró-reitor de Planejamento Orçamentário e Finanças (Proplan), Daniel Lago, a restrição exige desde já a suspensão ou ajustes em contratos, precarização de serviços, deterioração dos equipamentos e laboratórios de pesquisa. “Teremos que parar ou reajustar ações e programas de ensino, pesquisa e extensão”, explica. Entre as ações que serão prejudicadas estão a pesquisa para o desenvolvimento de vacinas, testes para diagnóstico da Covid-19 e outras ações para enfrentamento da pandemia desenvolvidas pela UFPE.
O corte orçamentário ainda afeta a contratação de serviços, inclusive de pessoal, como fornecimento de energia elétrica e água, compras de materiais de expediente a insumos para pesquisa, assistência estudantil, bolsas, editais de fomento e obras, entre outros serviços. Cabe ressaltar a redução drástica nos recursos de assistência estudantil, em um cenário em que os estudantes estão ainda mais vulneráveis devido ao impacto da pandemia do coronavírus.
Informações: Diário de Pernambuco