O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa do programa A Voz do Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Após iniciar a vacinação contra a Covid-19 no País em Janeiro, o Brasil chegou, na última quinta (26) de Agosto, a 185.744.536 doses aplicadas no país, segundo dados do Ministério da Saúde. Dessas, aproximadamente 127 milhões foram utilizadas na primeira dose e pouco mais de 58 milhões são referentes à aplicação da segunda dose ou dose única, o que significa que cerca de 27% da população está com o esquema vacinal finalizado.

Com aproximadamente 75% da população adulta ainda não imunizada completamente, um novo debate tem ganho destaque na comunidade científica: as pesquisas acerca da necessidade de aplicação de uma terceira dose, chamada “dose de reforço” pelos especialistas e também debatida e que já devem ser realizadas nos próximos meses por outros países e em setembro iniciada no Brasil.

O Ministério da Saúde anunciou na última quarta-feira (25) de Agostos que a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 estará disponivel no Brasil a partir de 15 de setembro. As doses deverão ser enviadas aos estados a partir de 15 de setembro com dois públicos alvos: idosos com mais de 70 anos e pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidos). Para aplicação da dose reforço será  preferencialmente da fabricante Pfizer, mas também poderão ser utilizadas as vacinas da AstraZeneca e Janssen. O reforço é válido para quem tomou qualquer vacina usada na campanha de vacinação e é indicada para os idosos que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses. No caso dos imunossuprimidos, eles devem esperar 28 dias após a segunda dose.

Em entrevista à imprensa, o ministro Marcelo Queiroga, afirmou que a aplicação da dose de reforço no Brasil deverá iniciar por idosos e profissionais de saúde, mediante as conclusões validadas ao término dos estudos. “Planejamos, no momento em que tivermos todos os dados científicos e o número de doses suficiente disponível, já orientar um reforço da vacinação. Isso vale para todos os imunizantes”, comentou.

“Sabemos que os idosos têm um sistema imunológico comprometido e, por isso, eles são mais vulneráveis. Pessoas que tomaram duas doses da vacina podem adoecer com a Covid, inclusive ter formas graves da doença. Mas se compararmos os que vacinaram com duas doses e aqueles que não vacinaram, o benefício da vacina é inconteste”, completou. Também na quarta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou uma dose de reforço para pacientes imunossuprimidos e idosos, especialmente acima de 80 anos, vacinados com a CoronaVac.

 

Informações: Folha de Pernambuco/ G1