Em 2007, Maria Lucielle Silva Laurentino, então com 18 anos e concluinte do ensino médio, decidiu que queria melhorar a educação do Brasil em um cenário de 10 anos. Desejava que outros jovens como ela tivessem a oportunidade de estudar em escolas que além da qualidade pedagógica, os estimulassem a sonhar e buscar meios de realizar esses sonhos.

Foi aluna do segundo colégio integral implantado na rede estadual de Pernambuco em 2005, na cidade de Bezerros, no Agreste e distante 107 quilômetros do Recife. Virou professora, ganhou bolsa para fazer mestrado na Espanha, trabalhou no serviço público e no terceiro setor. Hoje, aos 32 anos, é prefeita do município pelo partido União Brasil. Coloca em prática, na gestão pública, muito do que aprendeu nessa escola. E conta, só no primeiro escalão, com quatro secretários municipais também egressos do ensino integral. Além da vice-prefeita, Socorro Silva, 74, que foi diretora do colégio que ela estudou e uma das suas principais incentivadoras.

“Tenho certeza de que a educação transformou minha vida, foi um divisor de águas. Todos os elementos que me foram oferecidos na escola integral garantiram quem eu sou hoje. Dificilmente uma pessoa com meu contexto social, filha de feirantes, vinda da zona rural, teria perspectiva de ir para a faculdade ou almejava chegar a outros lugares”, diz Lucielle, que morou até o fim da adolescência na Serra Negra, distrito de Bezerros, onde vivem seus pais e uma irmã, localizado a 10 km do Centro da cidade. Ela ressalta a importância dos pilares que norteiam o modelo de ensino integral de Pernambuco na sua trajetória. “Uma escola voltada para a vida, baseada em protagonismo, em projeto de vida, em fazer o jovem ser parte da solução de problemas”, comenta a prefeita de Bezerros.

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